carnaval 1969

No ano de 1969 não aconteceu os desfiles das Escolas de Samba. A competição foi realizado somente para os blocos que contou com a participação do Acadêmicos Luzianos, Unidos dos Passos, Juventude Imperial, Partido Alto, Real Grandeza e Domésticas de Luxo. Na estrutura para o desfile, destaque para a iluminação da passarela que foi modernizada e agradou a todos. Confira o relato publicado pelo jornal Diário Mercantil, no dia 20 de fevereiro de 1969.

“Domésticas de Luxo, tendo a frente sua porta-bandeira. Cinco figuras, com calça xadrez e blusa amrela, abriram o primeiro grupo de bailados, com 26 rapazes caracterizados (saia branca, com bolas vermelhas e azuis, com um corpete do mesmo tom sobre a malha preta, que cobria o corpo todo), cada um com uma cesta na mão, tamancos nos pés e um enfeite na cabeça. A seguir um Volks, com um alto falante e 4 cantores, um dos quais, o próprio compositor, Ademir soares, apresentando o samba “ingratidão”. Depois, novo grupo de bailados, com 24 figurantes, vindo depois o espetacular Zezé Garcia, cujo vestido de baiana chamou a atenção elo uxo e originalidade. com Zezé Garcia fazendo evoluções, alguns sambistas a frente da bateria, com 52 figuras, todas com calça xadrez e blusa amarela. Por fim, novo corpo de bailados, com 28 figuras caracterizados.”

“Real Grandeza, cantando o samba “A professora primária”, de autoria de Nelson Silva, com letra de Gilson Campos e R. Delgado. Primeiro sua porta-bandeira, depois o corpo de bailados, com blusa azul, saia (as gartoas) e calça (os meninos e rapazes) amarela, com uma bolsa a tirasolo, quase 60 figuras nas evoluções, sendo que a bateria tinha mais ou menos 50, todos de calça amarela, camisa branca e tênis vermelho. Um bonito carro alegórico fechou o desfile, uma sala de aula com dois garotos numa carteira, olhando o quadro negro, onde si via a expressão “A educação tem por fim evitar o erro e descobrir a verdade – Socrátes”. Ao lado do quadro negro, a professora e depois dois garotos numa cena viva, aprendendo a contar. No fim do carro, o globo terrestre, em movimento”

“Partido Alto, com as cores tradicionais da Mangueira – rosa e verde. A porta-bandeira e o mestre sala abriram a apresentação, seguindo-se 14 figuras no corpo de bailados. Depois, Luiz Gonzaga, um dos campeões do carnaval local, com uma vistosa e bonita fantasia de Waltensi – o rei africano. Seguiram-se, mais figuras no corpo de bailados, quase 70. o Coro, com 30 figuras, apresentou o samba enredo “Exaltação a um povo” de Sebastião José da silva (tião) vide por fim a bateria, com quase 40 elementos. A fantasia do Partido Alto no estilo cigana.”

“Juventude Imperial, cuja apresentação, da arquibancada popular a rua Halfed, ganhou grande efeito porque sua bateria, com quase 60 figuras, se colocou ao lado do corpo de bailados, o que ajudou a sobremodo a apresentação dos passistas vestidos a moda Havai. Apresentou uma comissão de frente com gravata e terno preto, seguindo-se garotos tocando reco-reco. A cor verde e branca predominou na apresentação, contando-se mais 70 figuras o corpo de bailados, mais de 12 de uma ala de passistas (moças). Por fim, passistas (rapazes) em número de 10. O samba apresentado foi Hino à Vila de Darci Silva, Aparício José e Paulinho”

“Acadêmicos do Luziano, com o samba “Os acadêmicos na avenida”, de Edneu Dias Enio e Spagnoio. Predominância das cores roxa e branca. Os figurantes vestiam roupagem original, com beca na cabeça, chamando a atenção uma apresentação especial dados por uma moça e três rapazes, em evolução bem ensaiadas. O bailado do Acadêmicos do Luzianos tinha mais ou menos 70 figuras e a bateria era constituída por 26 elementos”

“O Unidos dos Passos, foi para o asfalto com a esperança grande de levantar o Bi. Inicialmente, o abre alas, com porta-bandeira e seu mestre sala. Seis passistas mirins se seguiam, com calça vermelha e um pano colorido cobrindo parte do busto. Depois uma ala de moças, com sarongue vermelho, e porta-estandarte e quase 20 na mirim de passistas. O corpo de bailados, com 50 figuras, surgia a frente da bateria que trajava cor azul e branco. A bateria tinha aproximadamente 80 figuras. O saudoso Tonicão, famoso em toda cidade, foi homenageado pelo bloco campeão de 68, que cantou o samba de Tamioa, Biné e Edval”

Enredos

Acadêmicos Luzianos: “O Acadêmicos na avenida”
Domésticas de Luxo: “Ingratidão”
Juventude Imperial: “Hino a Vila”
Partido Alto: “Exaltação a um povo”
Real Grandeza: “A professora primária”
Unidos dos Passos: “”

Resultado

Escolas de Samba
Não aconteceu o concurso.

Blocos
1º Domésticas de Luxo
2º Unidos dos Passos
3º Juventude Imperial
4º Acadêmicos Luzianos
5º Partido Alto
6º Real Grandeza

Fotos

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Fonte: Revista Lince, Diário Mercantil e Diário da Tarde

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