Carnaval 2004

Unidos do Ladeira“A homenagem que a Unidos do Ladeira fez à Estação Primeira de Mangueira rendeu à escola de samba o título de campeã do grupo 1A no carnaval 2004 em Juiz de Fora. Há dois anos como vice-campeã, a “Raposa” só não tirou nota dez no quesito Conjunto no desfile de domingo, o segundo da noite, que coloriu a Avenida Rio Branco de verde e rosa. A arquibancada foi à loucura antes mesmo de a escola chegar ao setor, contagiada pelo samba de Paulinho Jalão, Paulo Canário e Messias da Rocha. Martinho da Vila deu sorte à Juventude Imperial, que ficou com o segundo lugar. Já as bruxas, do enredo da Real Grandeza, garantiram à escola a terceira colocação. As alegorias da escola foram um espetáculo à parte. Uma delas misturava as cores vermelha, roxa, laranja e azul a palhaços e a destaques grandiosos. Fechando a escola, o figurinista e passista Fábio Esteves dava show de samba no pé, como costuma fazer todos os anos. Uma das alas que mais emocionou a avenida trazia retratos de Dona Zica, figura antológica da Mangueira, emoldurados nos esplendores e alegorias.” Tribuna de Minas, 2004

Juventude Imperial“A comissão de frente, afiada na coreografia e, coincidentemente, vestida de branco, como se pedisse paz, trazia CDs colados em plendores. Martinho da Vila, inspiração do enredo, veio estampado já no carro abre-alas, abençoando o desfile, marcado por um samba belíssimo de Flavinho da Juventude, Messias da Rocha e Moacir de Carvalho. A diretoria, vestida de terno verde claro, soube conduzir a escola, que só não levou dez em Evolução e Samba-enredo, contrariando a resposta das arquibancadas, que cantavam junto com a escola. A ala de Folia de Reis, uma homenagem da Juventude à tradição popular de Duas Barras (RJ), onde Martinho nasceu, deu um efeito bonito e colorido na passarela, mostrando que a Juventude vinha bem mais forte do que se imaginava. A ala de baianas mirins cativou a platéia, assim como as baianas adultas e tradicionais da Juventude, todas de verde e branco.”Tribuna de Minas, 2004

Turunas – “A alegria de comemorar 70 anos de samba na avenida não foi suficiente para garantir o título da bicampeã Turunas do Riachuelo, que ficou com o quarto lugar do Grupo 1A. Pedaços de bolo de aniversário foram distribuídos na avenida. No abre-alas, mais homenagens a Ministrinho, Ernani, Jairo e Sylvandiro. A paradinha da bateria encantou a Rio Branco. “Só podia ser você, minha Turunas, em seus setenta anos de folia”, dizia o samba. O contraste entre as alas carvão e diamante deu um bonito efeito na avenida. Com um samba ontagiante, a Feliz Lembrança, do Barbosa Lage contou a história do paraíso Pindorama, um Brasil sem influência de colonizadores. A comissão de frente, de indígenas, misturou a coreografia de homens e mulheres a uma oca que, na frente dos jurados, soltou uma intensa fumaça vermelha e até faíscas. No trecho do samba “sou guerreiro, na avenida, sou o sambista da escola mais querida”, a platéia batia palmas a convite dos integrantes.

Partido AltoA escola que abriu o desfile, deu azar. Um atraso na chegada dos integrantes da comissão de frente acabou fazendo a escola perder pontos. A agremiação também não conseguiu cumprir o tempo de desfile e perdeu mais pontos. Somado a isso tudo o uso de fantasias da escola Viradouro, do Rio, a escola perdeu 19 pontos, o suficiente para fazê-la voltar ao segundo grupo, de onde tinha saído campeã no ano passado. Injustiça para o belo desfile, aberto pela comissão coreografada por Fernando Matias. A ala das crianças, em homenagem a Monteiro Lobato, trouxe Emília e Cuca. Também chamaram a atenção as alas Capitão Gancho, Visconde de Sabugosa, arte no Nordeste, Pierrô. Antes das escolas, a Rio Branco se emocionou, mais uma vez, com o desfile do Bloco Recordar é Viver.” Tribuna de Minas, 2004.

Real Grandeza – “Real Grandeza sem dúvidas, a Real Grandeza trouxe a melhor comissão de frente do carnaval. Bruxos e bruxas, maquiados de forma a terem rostos irreconhecíveis, carregavam vassouras de mato natural que ajudavam a compor a coreografia extremamente teatralizada. Um caldeirão que soltava fumaça e faíscas ajudava a completar a cena inicial e convidava o público que lotou as arquibancadas: “Vem ver meu caldeirão ferver”. A diretoria entrou no clima e envergou trajes de mago, no melhor estilo Harry Potter. O Real ousou ao fundamentar fantasias e alegorias na cor preta, o que provocou um bonito efeito na avenida, que se rendeu ao “Abrakadabra” do enredo. Em cima da alegoria, estavam as destaques que tiveram o corpo pintado pelo artista Luiz Delfino. A bateria, com o logotipo do enredo Abrakadabra, ganhou a platéia dos setores de mesas e camarotes com a melhor paradinha dos desfiles de domingo.”Tribuna de Minas, 2004

Enredos

Águia de Ouro: “Lenda, magia e sedução no encanto da sereia”
Acadêmicos do Manoel Honório: “Diamante, brilho que fascina”
Cacique de Lins: “Lendas e mitos da Amazônia”
Feliz Lembrança: “A viagem encantada da feliz”
Juventude Imperial: “Martinho de todas as Vilas”
Mocidade Alegre: “Uma ilha de feira na avenida chamada Brasil’
Mocidade do Progresso: “Homenagem ao centenário de Ary Barroso”
Partido Alto: “Exaltação as artes”
Rivais da Primavera: “Pernambuco, leão do norte”
Rosas de Ouro: “Tributo Haldée França Americano nos 50 anos do Conservatório Estadual de Música”
Turunas do Riachuelo: “70 anos de glória, a Turunas vira ouro com a Viradouro’
União das Cores: “Eldorado, um sonho encantado”
Unidos do Ladeira: “Sou carnaval, sou amor, sou Mangueira sim senhor”
Vale do Paraibuna: “O mundo mágico, místico e maravilhoso dos sonhos”

Sambas de Enredo

Resultados

Grupo 1A

1º Unidos do Ladeira
2º Juventude Imperial
3º Real Grandeza
4º Turunas do Riachuelo
5º Acadêmicos Manoel Honório
6º Feliz Lembrança
7º Partido Alto

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