Mamão 1971 solo

Márcio Gomes

Em 1969, Armando Fernandes de Aguiar começa a ser conhecido em toda a nossa cidade como o sambista Mamão. Participando naquele ano do 2º Festival de Música Popular de Juiz de Fora, e disputando com nomes consagrados como Ataulpho Alves, Danilo Caymmi, Gutemberg Guarabira e Antônio Adolfo, Mamão emplacou a quinta colocação com o samba “Adeus Diferente”, cantado e posteriormente gravado pela cantora Ellen de Lima. A partir daí, ele não parou mais. No ano seguinte, na 3ª edição do festival, que contou com a participação de Paulinho Tapajós, Taiguara, Zé Kéti e Gonzaguinha, entre outros, Mamão foi o quarto colocado com “Boneca Joana”, em parceria com Newton Vanon. Tornou-se então figura respeitada e requisitada pelas agremiações de nossa cidade, tanto que em 1971 ninguém segurou Mamão: o bloco Balaio de Gato, do Jardim Glória, cantou suas composições “Cada Um na Sua” e “Samba da Gatinha (O Que É Isso, Gatinha?)”; a escola de samba Castelo de Ouro desfilou com “Tri: Futebol, Samba e Carnaval”, em parceria com Hegel Pontes; a Feliz Lembrança, por sua vez, apresentou “Evocação à Seresta”, em parceria com Roberto Medeiros; e o bloco Domésticas de Luxo apresentou o samba “Onde Anda Essa Mulher?”, de coautoria de Marquinhos. Em agosto do mesmo ano, no 4º Festival da Música Popular, Mamão classificou as músicas “Dialogando Eu e Meu Coração (Falou e Disse)” e “Cadê Katarina?”, esta em parceria com Roberto Medeiros e Marcílio Botti, a qual ficou em quarto lugar, depois de “Casa no Campo”, de Zé Rodrix, “Plano Sensacional’, de Gonzaguinha e “Cantiga Antiga”, de Ruy Ferreira. Mas o melhor ainda estava por vir: no ano seguinte, Mamão conquistaria o Brasil e o mundo com “Tristeza Pé no Chão”, que se tornou um clássico da música popular brasileira.