placa Alfredo e Armando Toschi por Márcio Gomes

No dia 22 de dezembro de 1996 falecia Armando Toschi, o Ministrinho. Figura de proa na história do samba juiz-forano, não tardou para que a Câmara Municipal, por intermédio do vereador Gabriel dos Santos Rocha (Biel), reconhecesse sua importância. Dessa forma, foi publicada em 01/02/1997 a Lei n° 9.024/97, a qual dispõe que a área popularmente conhecida como Terreirão do Samba passou a se denominar “Espaço Cultural Armando Toschi Ministrinho”. Posteriormente, talvez reconhecendo que aquela homenagem não seria a ideal, já que o local não passa de um imenso estacionamento a céu aberto, que de espaço cultural não tem nada, o mesmo vereador apresentou novo projeto, transformado na Lei n° 9.690/99. Publicado em 24 de dezembro de 1999, o ato legal denomina como “Praça Armando Toschi” a antiga praça General Agustin Justo, no bairro Jardim Glória. O militar que dava nome à praça era um ditador argentino, que chegou à presidência de seu país após um golpe de estado articulado por ele e pelo General José Félix Uriburu, adepto da tortura de seus opositores. Assim, saía de cena um general argentino ditador e entrava um “ministro” brasileiro, benquisto por todos. A escolha do novo local foi muito adequada, já que durante cerca de vinte anos, aos finais de semana, Ministrinho comandava uma animada roda de samba naquela praça.

Todavia, transcorridos quatorze anos da promulgação da Lei n° 9.690, a homenagem ainda não rendeu os frutos que Ministrinho merece: em primeiro lugar, a população juiz-forana não sabe o verdadeiro nome daquele logradouro, referindo-se a ele como “praça do Bar do Léo”; em segundo lugar, porque os próprios Correios não fizeram a inclusão da “praça Armando Toschi Ministrinho” no Código de Endereçamento Postal – CEP; e finalmente, o mais grave de todos, é que a placa colocada pela Prefeitura, em vez de trazer o verdadeiro nome de Ministrinho, que é Armando, cria mais confusão e coloca o nome de seu irmão Alfredo.

Entendo que uma forma de dar a Ministrinho a homenagem que ele realmente merece e de registrar, de forma definitiva, sua vinculação com a praça, é a colocação de uma estátua sua, empunhando seu violão. Somente assim juiz-foranos e visitantes saberão onde fica a praça Ministrinho e reconhecerão a importância de Armando Toschi na história de nossa cidade.